Ser agraciada por Deus sempre!

De coração aberto recebo a graça de ser chamada Filha de Deus, e desejo ser instruída e experimentada por essa graça sempre.
Coloco-me hoje, Senhor, diante de Ti, assim como estou. O sorriso que conforta, o suave semblante e a doçura da voz… onde estão, Senhor? Muitas vezes me pergunto… Talvez perdidos na falta de tempo ocasionada pela vida cotidiana, escondidos em relacionamentos que não nos permitem  ser quem realmente somos e, assim, ficam impedidos de se expandir, já que à minha volta o contexto é bem diferente daquele que há no meu coração.
Muitas vezes a voz se torna fria, o semblante cansado e o sorriso apertado. Mas quero, com a certeza de ser Tua, elaborar meus projetos, oferecer meus sonhos e tentar esvaziar-me para ser o que o Senhor deseja que eu seja.
Não haverá conflito quando permanecer firme e estável a certeza de que tudo em mim é Teu. Senhor, quem disponibilizou o ar para que eu possa respirar?
E quem ensinou meu organismo a utilizá-lo?

Nisto e em muitos outros simples e extraordinários processos encontro a graça de ser de Deus e desejo que assim seja. Sempre!

Thaís Emmanuele


‘Cirurgia de lipoaspiração?’

Herbert Vianna (Cantor e Compositor)

Pelo amor de Deus, eu não quero usar nada nem ninguém,  nem falar do que não sei, nem procurar culpados,  nem acusar ou apontar pessoas, mas ninguém está percebendo que toda essa busca insana pela estética ideal é muito menos lipo-as e muito mais piração?

Uma coisa é saúde outra é obsessão.

O mundo pirou, enlouqueceu…                     Hoje, Deus é a auto imagem.                        Religião, é dieta. Fé, só na estética.              Ritual é malhação. Amor é cafona, sinceridade é careta, pudor é ridículo, sentimento é bobagem.

Gordura é pecado mortal. Ruga é contravenção. Roubar pode, envelhecer, não. Estria é caso de polícia. Celulite é falta de educação. Filho da **** bem sucedido é exemplo de sucesso.

A máxima moderna é uma só: pagando bem, que mal tem?

A sociedade consumidora, a que tem dinheiro, a que produz,                            não pensa em mais nada além da imagem, imagem, imagem.

Imagem, estética, medidas, beleza. Nada mais importa.

Não importam os sentimentos, não importa a cultura,a sabedoria, o relacionamento, a amizade, a ajuda, nada mais importa. Não importa o outro, o coletivo.

Jovens não têm mais fé, nem idealismo, nem posição política.                      Adultos perdem o senso em busca da juventude fabricada.

Ok, eu também quero me sentir bem, quero caber nas roupas,                      quero ficar legal, quero caminhar, correr, viver muito, ter uma aparência legal mas…

Uma sociedade de adolescentes anoréxicas e bulímicas, de jovens lipoaspirados, turbinados, aos vinte anos não é natural. Não é, não pode ser.

Que as pessoas discutam o assunto.

Que alguém acorde.

Que o mundo mude.

Que eu me acalme.

Que o amor sobreviva.

‘Cuide bem do seu amor, seja ele quem for’.

Depois de mais um dia de faculdade… Uma carta aberta para Jesus

Meu bom Jesus…

Todo mundo pode falar o que quiser. Todo mundo pode dar a sua opinião. Todo mundo pode discorrer sobre as teorias cósmicas. Todo mundo pode criticar o Catolicismo. Mas, se alguém se atreve a mostrar-se favorável à Igreja ou, simplesmente, a esclarecer a posição da mesma depois de um comentário sem precedentes, logo escuta: “Não estamos aqui para discutir religião”.

Ah, Jesus… Já que as minhas palavras têm sido tão inúteis ultimamente, ofereço ao Senhor o meu silêncio. Silêncio de um coração agitado e de uma respiração ofegante, ao ouvir seus irmãos falarem mal da própria Mãe Igreja, da Tua Palavra, do Teu representante nesta Terra… Se o terreno não está preparado, Jesus, eu calo. Mas não me permita ser omissa. Que fale alto a Tua vida em mim.

E perdoe meus os erros… E me perdoe a ingratidão. Se o Amor não é amado, eu tenho que amar mais. És tão humilde, Senhor. Podes manifestar-Te a qualquer momento, podes descer em glória e fazer calar as vãs filosofias do século. Mas aí eu redescubro que “os Teus caminhos não são os meus, os Teus pensamentos também não”. Poderias ter escolhido tantos caminhos… Quiseste a Cruz. Eu, pequena e limitada, quero “chegar chegando”. Mas não. Se for preciso comer poeira, como o Senhor comeu, eis-me aqui. Sinceramente, não sei fazer isto, mas antes a humilhação contigo do que o louvor sem Ti.

Que eu Te faça feliz. E basta. E que a Tua e minha Mãe, Maria Santíssima, que não precisou de muitas palavras para realizar sua missão, me ensine a amar e a servir. E que eu seja como aquele velho exemplo da vela, que chora e se consome enquanto ilumina, mas não deixa de iluminar.

Vive em mim, Jesus.

Seja em mim!

Tua amada, com aspirações de amante… Marcela.

O que me entristece

Pai, perdoa-lhes, eles não sabem o que dizem

Mundo de ateus, de cristãos que vivem como       pagãos, de hereges, de supersticiosos levados por qualquer vento de doutrina e por aí vai… Isso dói. Mas tem uma outra dor, uma outra tristeza, que me afeta intensamente. A dor daqueles que, dizendo-se católicos praticantes (terminho infeliz – ou se é ou não se é –, mas por vezes necessário), líderes de movimentos da Igreja, não são verdadeiramente Igreja. Luteros dos tempos atuais, será? R-E-LA-T-I-V-I-S-M-O. Se o Papa diz isso, não importa, eu não acho. Se tal dogma existe, eu não concordo. Contraria a minha opinião. Meu Deus, quanto achismo! É por tantos achismos imbecis – perdoem-me o termo – que a sociedade está tão confusa. Todo mundo tem liberdade de expressão – graças a Deus, Ele próprio nos conferiu o livre arbítrio -, não sou louca de contestar tal fato. Mas o que eu acho interessante é a capacidade das pessoas tratarem as suas próprias verdades como sendo a lei do universo. Não há fundamento nem científico, nem empírico, não há a busca da Verdade, há apenas achismo. Se a minha mente mirabolante foi capaz de criar tal teoria, é verdade. Por quê? Porque é. E ai de quem discorda. Mas amados, como bem disse o Padre Paulo Ricardo em uma de suas palestras, sou eu que preciso me dobrar diante de Deus, Verdade Incriada, e não Ele se adaptar à minha mente limitada. Deus não cabe nos meus vãos devaneios… Ele vai além! Ele é Deus! Deus verdadeiro de Deus verdadeiro, Nosso Senhor Jesus Cristo. Se Ele instituiu a Igreja Católica, quem sou eu para contestar? Você tem o direito de crer no que quiser, mas eu grito no silêncio do meu coração: se for pra ser Católico Apostólico Romano, o seja de verdade. Ninguém te obriga, mas se for ficar, que seja por amor. Que seja para doar a vida, para abraçar a fé. Voltai, ovelhas perdidas da casa de Israel. Conheçam antes de falar, pesquisem antes de sair criticando. Vamos parar de dar uma de jornalistas fuleiros que, baseados em uma frase fora de contexto, fazem uma matéria bombástica para se promover. Quem tem que aparecer é Jesus, e não a gente. É engraçado que todo mundo pode falar o que quiser, mas quando a Igreja se pronuncia a mídia e a sociedade se revoltam. É fácil ter opinião contrária neste caso, né? É fácil polemizar assuntos quando se sabe que virão aplausos. Eu quero ver quem tem coragem de defender a sua fé em um meio que está todo mundo contra, em que ridicularizam a nossa Tradição, as Escrituras, o Magistério… Parafraseando Castro Alves, “levantai-vos, santos do novo mundo”. Não entende? Procure na fonte, no coração da  Igreja – é, aquela Igreja que Jesus instituiu e que, em meio a tantos ataques até hoje está de pé e assim permanecerá, visto que “as portas do inferno jamais prevalecerão sobre ela” – os motivos, os porquês e a mística do Amor, que perpassa todo o entendimento. Se quer falar besteira, fale em seu nome. Mas não fale como católico. Só se deve levantar uma bandeira quando realmente se acredita nela. Levantá-la e falar mal das cores, da textura, não convém. A Igreja é muito mais linda do que podemos enxergar, precisaríamos de uma visão sobrenatural para entender. Além disso, ela é mãe, e está pronta para acolher. “Ah, mas e o pecado dos padres? E as fofocas das doninhas?”… Vamos tirar os olhos dos homens e colocá-los no Cristo. Maldito o homem que confia no homem, já nos diz a Palavra. Quem é chamado por Deus, o é por GRAÇA, e não por mérito. Não procure mérito nas pessoas, pois você corre o grande risco de se decepcionar,  como muitas vezes já se decepcionou com si mesmo. A Igreja é a casa dos pecadores, são pecadores que você encontrará nela… Mas pecadores que reconhecem as suas limitações e, abandonados nas mãos do Senhor, lutam pelo Céu! Abaixemos a nossa dura cerviz e peçamos à Virgem Santíssima a graça de nos conformar com o coração do Seu Filho Jesus. Querer o que Ele quer, pensar como Ele pensa. “Conhecereis a Verdade, e a Verdade vos libertará”. Que Jesus, a própria Verdade, converta o nosso coração de pedra e abra as nossas mentes para aquilo que não passa, e jamais passará. Concentremos a nossa esperança na Eternidade e as demais glórias e sabedorias mundanas cairão por terra. Como diz meu querido amigo Carlos Gonçalves, hoje seminarista do Instituto Verbo Encarnado: “quando conhecemos a Verdade, que é Jesus Cristo, a gente se liberta desse mundo de mentiras”. Meus queridos, conheçamos a Verdade antes de pensar em abandoná-la! Experimentemos o que sentia Pedro ao dizer “aonde iríamos  nós, Senhor? Só Tu tens palavras de vida eterna”. O resto é ilusão.

Marcela Giulia

“Se está buscando uma vida fácil, então a sua não é a fé católica. Pelo menos faça uma opção. Se a vida católica não é para você, então faça outra coisa. Porém, se vai afirmar que é católico, que o viva. Viva a sua vida. Isso é o que necessitamos. Necessitamos de guerreiros. Necessitamos de santos na terra agora. Necessitamos de pessoas que dêem as costas para o pecado”. (Jim Caviezel, ator que representou Jesus no filme “A Paixão de Cristo”, em entrevista feita um ano antes de ser convocado por Mel Gibson para o papel)

Oportuna e inoportunamente…

Testemunho

Há uns dias eu estive pensando… Entre tantos erros e acertos, existe uma consciência que comumente falta às pessoas: consciência da missão. Ser Evangelho vivo é o que Deus nos pede. Ok, todos sabemos. Mas é engraçado como esperamos a oportunidade certa para ser tal Evangelho… Quando me chamam pra pregar, quando eu tenho que falar de Deus, quando situação específica me aguarda. Mas, pela intercessão de Santa Terezinha do Menino Jesus e da Sagrada Face, que sabia ver Deus nas coisas mais simples, iremos entender. Isso tudo começou a passar pela minha cabeça quando me deparei com uma amiga que há uns tempos atrás estava firme na Igreja, nos caminhos do Senhor, mas hoje em dia está um pouco afastada. Longe de um olhar de condenação ou escândalo, tendo em vista o que Deus ensinou Santa Catarina de Sena a dizer:  “hoje você, amanhã eu se me faltar a graça”, quero levar tal situação à reflexão. Ela estava bêbada, ao lado de outra menina mais bêbada ainda. Naquele momento parece que tudo passou como um flash na minha cabeça e, a partir disso, fiz uma breve revisão sobre a minha vida. A única oportunidade que aquela moça talvez pudesse ter de conhecer o Senhor poderia ser a minha própria amiga. Exagerada, eu? Creio que não, se olharmos para a brevidade da vida e pela nossa não-previsão futurística -– se estaremos vivos amanha, não sabemos. Eu sei que Deus tem os seus meios de se revelar, mas não é este o cerne da questão, mas sim as oportunidades perdidas. Evangelizar oportuna e inoportunamente, dizia São Paulo. Quantas pessoas passam ao meu lado todos os dias, e o que eu tenho feito com as diversas situações com as quais Deus tem me permitido deparar? A pessoa que senta ao meu lado no ônibus, o cliente que eu atendo em meu serviço, o senhor anterior à mim na fila do banco… Testemunho de vida vai tão além daquilo que os nossos vãos conceitos conseguem traduzir. Quando é imposto, então, nem se fala… Vira  farisaísmo puro. Testemunho não é e nem deve ser o objetivo de ninguém. Ele é a conseqüência natural de uma vida entregue a Deus. A beleza do jardim é resultado do cuidado que se emprega diariamente ao mesmo. Querer dar testemunho sem lutar pela santidade é a mesma coisa que preocupar-se com a beleza das flores, sendo que elas não são regadas. Eis o resultado da cultura  egoísta de um mundo alienado: não importa se o que eu vou falar vai interferir positiva ou negativamente na vida do outro. Se eu estou com vontade, eu falo. E faço. E deixo de fazer. Afinal, sempre me ensinaram que o importante é ser feliz. Acho que só esqueceram de ensinar 1º) o que é felicidade e 2º) que eu não sou o centro do Universo. Jesus é. E eu, como criatura amada e redimida tenho, no mínimo, o dever de reconhecer tamanha graça destinada a um ser tão pequeno e pecador, e ofertar a Deus todas as possibilidades do meu dia… E de toda a minha vida. Eu não tenho o direito de falar o que eu quiser! Tenho, mas não tenho, porque como dizia o apóstolo Paulo, “tudo posso mas nem tudo me convém”. Se quero ser de Deus, tenho que olhar para cada pessoa que passa na minha história e pensar: pode ser a única oportunidade da vida dela! E, assim, permitir-me “diminuir para que Ele cresça em mim”. Cada segundo é precioso! O que tenho feito com as almas que Deus me confiou? Não digo que, a partir de agora, sairemos com a Bíblia debaixo do braço, enfiando goela a baixo as palavras sagradas, sem ao menos termos o cuidado de preparar o terreno para não desperdiçar as sementes, como a própria Escritura nos ensina. É “ser simples como as pombas e astuto como as serpentes”. É saber a hora de calar, de falar, de mexer na ferida, de confortar a dor, de rir, de chorar… OPORTUNA e INOPORTUNAMENTE! Sabedoria, discernimento! Mas sempre com sede de expressar Aquele que habita em mim. Olhar para cada pessoa com o olhar da graça e, a partir daí,  percebendo a sua necessidade do AMOR, oferecer aquilo que ela merece: a experiência com Nosso Senhor Jesus Cristo. A nós cabe proporcionar o encontro. As decisões tomadas depois disso são únicas e particulares, mas para que elas aconteçam faz-se necessário alguém que seja como o Forasteiro do caminho de Emaús… Como Jesus, as nossas palavras precisam incendiar os corações e a nossa companhia tem que ser sinal de esperança. LEVANTEMO-NOS,  CATÓLICOS!!! Cantamos sempre na Santa Missa: “quem não te aceita, quem te rejeita, pode não crer por ver cristãos que vivem mal”. Já que reconhecemos, tomemos, pois, uma atitude! Se nós, filhos da Igreja Católica Apostólica Romana, não fizermos o barulho que necessitamos fazer, as pessoas continuarão ouvindo os estridentes desacertos da desconcertante sinfonia mundana, acreditando ser a mais bela melodia. O nosso barulho não exige revoluções, não exige comparações com as armas utilizadas pelos pagãos… O nosso barulho pode ser feito até no silêncio, pois uma vida santa estremece as demais vidas que tem fome e sede da Vida Verdadeira. Santidade! Eis a carência dos nossos tempos, eis o mundo que clama por pessoas que são capazes de ser aquilo que Deus quer que elas sejam. O tempo é agora.

“O mundo sofre por falta de convicções”. Papa Paulo VI

Marcela Giulia.

Uma receita de… “sucesso”

Por Marcela Giulia

perde-subjetividadeUna a manipulação de uma Rede Televisiva que não está preocupada em oferecer mais que “pão e circo” aos telespectadores, com a ilusão hedonista e materialista da sociedade pós-moderna. Acrescente a completa falta de senso crítico populacional, a ditadura da moda e a futilidade da corrompida mentalidade nacional. Escolha um apresentador de boa formação e bom nome, mas que aceite abandonar a seriedade jornalística dos assuntos expostos na mídia, a ponto de chamar “heróis” as pseudo-celebridades apresentadas. Misture pessoas que possuem um perfil que “dá ibope” – gostosas, sarados, apreciadores da cultura inútil e do linguajar mesquinho – e também um ou outro que tenha um padrão mais centrado do que estes, mas que também se deixará iludir pela efemeridade da fama, para confundir aqueles que estão indecisos em aceitar ou não dar mais um ponto de audiência à emissora. Inclua à receita a “participação popular”, a fim de que o excludente sistema capitalista e neoliberal seja reafirmado, através de eliminação de uma coisa, digo, uma pessoa, que não se encaixe mais nos desejos do público. Infiltre a cultura gananciosa e individualista, crie a necessidade da estima pública, mesmo que para isso seja necessário o abandono dos próprios valores e da real identidade. Derrame a certeza de que, quem é eliminado, o foi pela sua incompetência. Para a massa não ficar tão visivelmente feia, derrame punhados de glamour, conforto, status e a ilusão da “vida fácil”. Misture tudo e pronto! A receita será como uma febre nacional, só se falará dela, será o assunto do momento, e o melhor: será engolida sem questionamento dos seus ingredientes! E não se preocupe se por um tempo ela for esquecida: qual cachorro volta ao vômito, engolindo-o novamente, é só repetir a fórmula que tudo voltará à tona. O nome da receita? Big Brother Brasil.

Mulheres objeto? Nem toda culpa é dos homens

Por Carrie Gress

ROMA, segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008 (ZENIT.org).- As mulheres contribuíram para fomentar o consumismo que as coisifica, e isto é resultado do pecado original, afirmou Helen Alvare em 9 de fevereiro passado, no congresso vaticano celebrado em Roma sobre «Mulher e homem, a totalidade do humanum».

Alvare foi porta-voz de questões relativas à vida humana da Conferência Episcopal dos Estados Unidos e é professora da Universidade Católica da América em Washington.

Dado nosso ambiente de consumismo desenfreado, «era quase inevitável que os seres humanos se convertessem no último produto de consumo – explicou Alvare. A beleza física das mulheres e sua complementaridade sexual com os homens as tornam especialmente desejáveis em uma economia comercial».

«Oscilam os números referentes ao dinheiro que se ganha com as imagens sexualizadas de mulheres. Estima-se que, como mínimo, hoje a indústria da pornografia tem um valor anual de 60 bilhões de dólares. Também se calcula que a pornografia atrai 40% de todos os usuários da internet nos Estados Unidos ao menos uma vez ao mês, 70% dos usuários da internet homens entre 18 e 34 anos, e a metade de todos os clientes de hotel», explicou Alvare.

Contudo, acrescentou, «o grau no qual as mulheres, individualmente e através de grupos organizados, assumiram sua própria coisificação como artigos de consumo é um aspecto especialmente preocupante de nossa atual situação».

Alvare acrescentou que «em sua série de conversas sobre a Teologia do Corpo, e na ‘Mulieris Dignitatem’, João Paulo II fala do efeito do pecado original sobre as mulheres. Repete as palavras que Deus ‘dirigiu à mulher’ após seu primeiro pecado: ‘Teu desejo se dirigirá para teu marido e ele te dominará’. Isto indica que a mulher desenvolve um desejo insaciável de uma união diferente. Não por uma relação de comunhão, mas uma ‘relação de possessão do outro como o objeto do próprio desejo’».

«Inclusive um observador leigo teria de concluir que a cooperação das mulheres, inclusive animando a coisificação de seus corpos hoje, parece uma moderna manifestação da inclinação que os católicos chamam de ‘pecado original’. As mulheres rebaixam a si mesmas perseguindo a crença de que isso as levará à união com um homem.»

«Isso não se limita à indústria pornográfica, nem à publicidade comercial, cinema ou televisão – sublinhou Alvare. As mulheres normais compram roupas desenhadas para destacar ou expor aquelas partes de seu corpo associadas ao sexo. Muitas mulheres com freqüência também se rebaixam com o que dizem ou expondo-se a meios que gradualmente as insensibilizam ante a proposta de que as mulheres são objeto de consumo belos e sexuais.»

«Um aspecto final preocupante da conivência das mulheres em sua própria coisificação – acrescentou Alvare – é a implicação de famosas deformações do feminismo que insistem em que estão marcando um ponto a favor das liberdades das mulheres, identificando liberdade com sexualidade incontrolada.»

«Por outro lado, pode se ver quão forte era a tentação das mulheres de romper com os papéis que lhes designavam antigamente», «mas esta resposta do feminismo era e continua sendo fundamentalmente defeituosa».

Este tipo de feminismo «se inspirou para as suas orientações nos piores aspectos da conduta masculina. De maneira que se animava a mulher feminista a ser uma criatura aventureira sexualmente, a desprezar o casamento e os filhos, guiada pelo dinheiro e pela carreira profissional – concluiu Alvare. O feminismo instava a mulher a imitar a versão masculina do pecado original – dominação – para conseguir igualdade e felicidade».

Máscaras demais

Por Modestly Yours
Tradução Andrea Patrícia

Eu me lembro que, quando eu comecei a usar roupas modestas regularmente, uma das coisas que eu notei foi o número de mulheres que me olhavam fixamente* quando eu estava fazendo coisas totalmente normais, como sentar no carro, ou a descer a rua. Não me engano – quando digo que olhavam fixamente pra mim, quero dizer fixamente. Se olhares podem matar, eu seria um esfregaço na parede. Eu sempre me perguntei o porquê, e finalmente cheguei à conclusão que foi simplesmente porque eu parecia diferente para elas, e para as outras mulheres em torno de mim.

Parece tão bom como qualquer explicação, não? Poderia ainda ser acompanhada pela ciência, se você quiser colocar de outra maneira. Existe um instinto no cérebro que nos faz temer as coisas que são diferentes ou incomuns. Isso provavelmente tornou-se bastante útil no final das contas.

No entanto, outro dia eu estava lendo (uma revista de moda, irônica o suficiente) e o autor do artigo (parafraseando) mencionou que as mulheres sentiram-se obrigadas a ser quem não eram, de colocar uma máscara, e fingir que estavam confortáveis com quem elas eram e assim por diante. Duvido que ela tenha a intenção de ver suas palavras, interpretadas desta forma, mas o pensamento cruzou minha mente – talvez essas mulheres tenham fixado seus olhares em mim porque eu não finjo estar confortável na moda moderna? Talvez elas desejem estar vestidas confortavelmente, em vez de ter que usar o que a sociedade ditou que se deve vestir.

As pessoas estão sempre a dizer-me que as mulheres optam por vestirem-se da forma como se vestem. Devo discordar, e não apenas com o fundamento de que, como Wendy** coloca, “as pessoas usam o que conseguem encontrar”.

Li vários artigos em revistas ultimamente que carregam o traço comum que mencionei acima, o das mulheres que desejam ser mais do que aquilo que parecem ser. Será que devemos ver isso como um sinal de esperança para o movimento da modéstia? Talvez as mulheres estejam finalmente cansadas de estarem sempre usando uma máscara.

* no original “glared”, que significa olhar fixamente com raiva ou ferocidade.
**Wendy Shalit, autora de livros sobre modéstia. O site dela é o Good Girl Revolution

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Para ler mais mais sobre estes temas e ver roupas modestas e lindas visite: Blog Moda e Modéstia!

Testemunho da Carlota

Personalidade Inteligente y Solidaria

2236389915_4528913b3dPor Sheila Morataya y Loretta Limón *

En el número 114 de la revista ¡Hola! México, la portada menciona a letra grande: “Doña Letizia repite traje en numerosas ocasiones y compra en las rebajas”.

No tuve tiempo de leer el artículo, pero sí de observar algunas fotos, en las que admiré la forma tan inteligente como Doña Letizia “transforma” sus trajes y vestidos para utilizarlos más de una vez.  Precisamente en la portada del día de hoy de ¡hola! Digital aparece la Princesa haciendo gala de su primer estreno del año, algo que no es usual como ya se sabe en ella.

Estas declaraciones en lugar de generar crítica negativa, están poniendo a estas personalidades muy en alto, dándonos un ejemplo de lo que es vivir con elegancia la moderación o sobriedad. Ante una audiencia tan demandante y crítica, ellas tienen la categoría de decir con su atuendo: “soy inteligente, busco la mayor utilidad de los objetos que están al servicio de la persona”, superando el que la persona esté “para el servicio de los objetos”.

Además de una medida inteligente, vivir con sobriedad en estos tiempos de  crisis económico-financiera mundial resulta una actitud muy solidaria. Si hacemos compras más inteligentes (por ejemplo, piezas de fondo que nunca pasaran de moda y de calidad), las marcas buscarán ofrecer mayor costo-beneficio al consumidor, y éste, al percibir mayor valor por lo que paga, recomendará la marca, lo que está probado que es la mejor publicidad, y genera aumento de  volumen de ventas.

Volviendo a la crisis económico-financiera actual, ¿no te parece que tiene mucho que ver con la avaricia, que se nos “pega” a todos?  A todos(o por lo menos a una gran mayoría)  nos gusta ganar dinero fácilmente, pero ¿consideramos si hay implicaciones éticas en esa acción?;  nos gusta tener más y más, sin querer fijarnos límites. Especialmente a nosotras las mujeres que tanto nos encantan “las cosas de mujer” seguir por esa “autopista” nos quita atención, tiempo, fuerza para aportar lo mejor de nuestra persona a nuestra familia, a nuestros amigos y compañeros, a nuestro país. La verdad que   así  no se puede llegar a una realización real como personas, ni como familia,  ni como país.

Es dando, más que recibiendo, como realmente nos enriquecemos: nos crecemos, somos útiles a los demás,  y hasta podremos animar e inspirar a otros a que ellos también se den.

No pretendo agotar temas, sólo plantear focos de reflexión; por ejemplo, el caos económico mundial que viene gestándose con los años, ¿no será resultado de una ausencia de valores?

La sobriedad es un buen valor a practicar, ¿no te parece? Lo estamos viendo ejemplarmente en Doña Leticia quién a través del uso repetido de sus prendas enseña el valor de la sobriedad.

Nos encantará recibir tus comentarios y saber si coincides con nosotras en que es necesario hablar más sobre valores.

*Loretta Limón:  es Ejecutiva para el Instituto de Alta Dirección(IPADE) en México

pd: resumo e grifo meus

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